Esta casa ergue-se como um cubo introspectivo de betão, uma presença sólida e silenciosa que observa o mar com olhar atento e contemplativo.
As fachadas são esculpidas por aberturas inesperadas, verdadeiras subtrações na massa bruta do betão, que parecem respirar e criar ritmos visuais entre o cheio e o vazio. São janelas quadradas que enquadram pedaços de céu, retângulos horizontais que convidam o olhar a deslizar pela paisagem, e retângulos verticais que cortam a luz e desenham sombras delicadas no interior.
Organizada em três pisos, a casa contrasta a rigidez monolítica do cubo com a versatilidade das formas das aberturas, que ordenam os espaços e criam uma hierarquia subtil entre as divisões, valorizando cada ponto de vista e cada fragmento da paisagem marítima.
Aqui, o betão não é apenas estrutura — é pele, escultura e enquadramento para um diálogo íntimo entre arquitetura, luz e natureza.








